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Que o pensamento seja sempre veículo da liberdade
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Dialético
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NÃO À DITADURA DA MÍDIA! Repare nos valores defendidos por Israel: a) Holocausto no dos outros é refresco; b) Não aos campos de concentração, mas a favor do extermínio imediato dos palestinos. A discrepância entre os últimos números do IBOPE e os do DATAFOLHA para as eleições municipais de São Paulo, em especial a respeito do 2º turno, mostra que a estatística (ciência) pode ser objeto de intensa manipulação de dados. Quem está distorcendo para proteger seu "querdinho" tem um problema com seu artifício: a data de validade, pois as eleições estão próximas. Os moradores de São Bernardo do Campo conhecem muito bem a administração do prefeito DIB: Deficiência Integral Bruta. A facilidade com que os tubarões obtêm milhões/bilhões em malas, bolsos e Bolsas é emblemático da corrupção intrínseca às instituições. A contrapartida de tudo isso é a miséria produzida por esses parasitas sociais. Questão de Princípios de "homens públicos". Se há bens: "Habeas corpus". Senão: "Teje preso!" Plebiscito sobre o "impeachment" do presidente do STF, sr. Gilmar Mendes. Ele autorizou o "habeas corpus" para os srs. Daniel Dantas, Celso Pitta, Naji Nahas e outros, presos pela Polícia Federal na Operação Satiagraha. Sim, ele não tem condições de presidir o STF. Não, ele tem condições de presidir o STF. VOTE E PARTICIPE! http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=61333697 No futebol o impedimento anula o lance. Na política, é expulsão. FORA, Gilmar Mendes! A pergunta que não quer calar: Daniel Dantas e Cia. foram soltos por que têm amigos supremos ou por que têm supremos amigos? A blindagem da mídia para proteger Alckmin não vai conseguir estancar sua queda. Ele ainda vai cair tanto que, logo, logo, o Kassab irá ultrapassá-lo: não por ter subido, mas porque o outro está em queda livre. E não adianta fazer bico. PS. Chega de CENSURA! Publiquem as manifestações contrárias aos tucanos, também. Coitado do Alckmin, ele é masoquista. Se não, vejamos: repudiado pelo Serra, quer apoio do Lula e vai fazer campanha com vereadores kassabistas. Patético! O monopólio da mídia privada tentou impor ao povo brasileiro a eleição do candidato da direita, Geraldo, do PSDB. Mas a população, compreendendo o que estava em jogo, deu a Lula apoio crítico para barrar o retorno das privatizações lesivas ao interesse nacional. Petrobrás, Banco do Brasil e outras são do povo brasileiro, e não dos bicudos engomadinhos. É verdade que há muito a se fazer. Porém não se deve perder de vista o recuo que representaria a vitória do candidato da Opus Dei (Alckmin). Portanto, vamos pressionar o governo para atuar mais decididamente em prol das classes exploradas. 2009 O ano de O RATO PENSADOR , de A LENTE, de A GUERRA e de O JOGADOR Agenor Bevilacqua Sobrinho é professor de Filosofia e de Sociologia da UniABC. Graduado em Filosofia pela USP (Universidade de São Paulo) e Mestre em Artes Visuais pela UNESP (Universidade Estadual Paulista). O Rato Pensador de Agenor Bevilacqua Sobrinho Resumo "Um rato bebe o leite de um menino pobre. Diante do choro da criança e de sua mãe, o rato, com remorsos, resolve encontrar um meio para conseguir mais leite. Será fácil? O rato precisará superar muitos obstáculos para trazer a solução." Companhia Cultural Fagulha "As grandes fogueiras nascem de fagulhas." Rua Senador Mathias Olímpio de Mello, 165 - Vila Damásio CEP: 09780-390 - São Bernardo do Campo - SP INFORMAÇÕES E PEDIDOS Tel.: (0xx11 ) 3907-1599 e-mail: ciafagulha@yahoo.com.br A Lente de Agenor Bevilacqua Sobrinho Resumo "Habitante de Lente, Paula, jovem desempregada, começa a entender os mecanismos da desigualdade social e da corrupção enquanto procura emprego." O jogador de Agenor Bevilacqua Sobrinho Resumo "A pesquisa é sobre um sujeito engolfado em partidas de carteados e loterias que supostamente permitirão a ele evadir-se de suas dificuldades financeiras. Sem se atentar para outras modalidades de existência, naufraga sua vida na vã esperança do bilhete premiado e/ou acumulado." RESENHA SOBRE “O RATO PENSADOR”, de Agenor Bevilacqua Sobrinho. Companhia Cultural Fagulha, 2002, Coleção Teatro na Escola. Maria Sílvia Betti Professora da FFLCH/USP Universidade de São Paulo "O RATO PENSADOR" e seu percurso de descobertas e reflexões. "O Rato Pensador", fábula teatralizada por Agenor Bevilacqua Sobrinho, é a recriação de uma narrativa popular da Sardegna relatada pelo pensador Antonio Gramsci (1891-1937) em uma das cartas que escreveu do cárcere a Giulia, sua mulher. Desenvolvendo o enredo a partir da narrativa evocada por Gramsci, Agenor presta homenagem ao filósofo ao mesmo tempo em que traz ao público brasileiro a oportuna reflexão acerca da responsabilidade social presente na fábula sarda. O vasto material epistolar deixado por Antonio Gramsci é rico em referências à importância do ato de narrar, assim como em reminiscências de infância impregnadas de menções a historietas correntes no contexto sardo do início do século. Sendo a Sardegna contemporânea a Gramsci uma região pobre e marcada por problemas sócio-econômicos, o paralelo estabelecido por Agenor com o contexto brasileiro do Nordeste e de regiões de baixa renda torna-se extremamente significativo. Esse é um dos aspectos centrais da fábula recriada e de sua encenação. Um rato toma o leite que uma mulher, pobre e desempregada, estava reservando para o filho. O choro do menino e a frustração da mãe enchem o rato de remorsos. Disposto a reparar o erro, ele tenta proporcionar ao garoto o leite de que o havia privado, e acaba chegando a uma série de constatações que transformam seu olhar a respeito das relações sociais e do impacto delas sobre a natureza. No percurso que assim se inicia, o rato é acompanhado por duas pequenas palhacinhas com as quais dialoga e com as quais comenta as dificuldades que encontra ao longo do caminho. Um enredo simples e desenvolvido a partir de uma situação aparentemente desprovida de aventura leva a surpreendentes desdobramentos: ao contrário do que julga o rato, sua boa vontade individual não é suficiente para sanar o problema, cujas raízes são mais profundas do que ele supunha: a cabra, desnutrida, não tem pastagens para se alimentar, e portanto não pode lhe dar o leite desejado; o capim seco que cresce no campo devastado precisa de água que possa revitalizá-lo a fim de alimentar a cabra e dar-lhe forças para produzir o leite; a fonte, destruída pela guerra, deixa escorrer e perder-se a água que poderia irrigar o campo e fazer crescer o capim; o pedreiro, que não dispõe de pedras, não pode consertar a fonte, e a montanha onde se encontram as pedras sofreu o desmatamento e a erosão resultantes da ação dos especuladores, cujo interesse único é o lucro. Toda uma conjuntura ampla e complexa vai sendo pouco a pouco desvendada pelo ratinho pensante. Em sua trajetória não faltam os atropelos motivados por encontros com representantes do saber acadêmico (personificado no autoritário Professor Atrapalhão), do tempo expropriado pelo mundo competitivo do trabalho (simbolizado na corrida desenfreada do personagem Atrasildo em sua maratona de compromissos e nas dezenas de relógios que leva consigo) e da incapacidade de transformação (associada ao personagem Apavorado, que nutre um medo supersticioso e apocalíptico de tudo à sua volta). Ironicamente, a chave para lidar com esse conjunto intrincado de situações acaba sendo fornecida pela Bruxa, figura a quem o rato havia relutado em recorrer, a despeito dos conselhos recorrentes das palhacinhas. A imagem de uma feiticeira perversa e cheia de artimanhas cai por terra quando, vencendo o preconceito, o rato se dispõe a ouvi-la, e descobre nela uma mulher do povo, cuja sensatez e sensibilidade serão decisivas para levá-lo a encontrar a melhor forma de agir diante das situações que se apresentam. Ao invés de mágicas e sortilégios, o rato encontra nas sugestões da mulher uma perspectiva de ação sobre a realidade à sua volta. As palavras dela apontam para um processo longo, e não para uma solução imediata, e a transformação produzida virá apenas com o tempo: para que o menino tenha o leite, é preciso que a consciência interfira na sociedade e na natureza. A imagem do dominó, sugestivamente presente na brincadeira das crianças no início do espetáculo, funciona como metáfora de toda a cadeia causal de circunstâncias com as quais o rato irá se defrontar e que irão desencadear o seu processo de reflexão e aprendizado. A fábula de Agenor incorpora à matéria-prima da narrativa de Gramsci um importante elemento de reforço de seu sentido crítico, que é a presença constante do ato de narrar: o rato relata os acontecimentos às duas palhacinhas que o acompanham, e, ao fazê-lo, constrói um olhar sobre eles, permitindo que sejam postos em discussão. As meninas, que vêem de fora a seqüência dos fatos, interagem e opinam; o rato, colocado diante de suas interlocutoras, critica-as na mesma medida em que compartilha com elas toda a sua aflição. Também as figuras de Atrapalhão, Atrasildo e Apavorado funcionam como elementos emblemáticos inseridos por Agenor na estrutura da fábula sarda, e permitem uma referência crítica ao mundo da escola, do trabalho e das relações sociais, respectivamente. A questão ecológica, que perpassa todo o texto, é indissociável da existência da guerra e da exploração da natureza e do trabalho, aspectos que conferem ao espetáculo uma grande riqueza de possibilidades sob o ponto de vista pedagógico. Gramsci, aprisionado em 1927 e morto dez anos depois, passou sua última década de vida entre o cárcere e as clínicas de saúde, sempre em regime de liberdade vigiada. Na época de sua prisão, seu filho mais velho, Delio, a quem ele não tornaria a ver após ser preso, tinha então três anos de idade, e o mais novo, Giuliano, que ele só conheceu por fotos e cartas, ainda não era nascido. O desejo de transmitir a eles afeto e experiência foi avidamente canalizado por Gramsci através das cartas, e encontrou em lembranças de infância e em narrativas folclóricas um importante veículo de comunicação com os meninos. Vem daí o cuidado didático e afetuoso com que o filósofo instrui Giulia a recontar a fábula aos garotos: "gostaria de contar agora a Delio uma história da minha terra que me parece interessante. Vou resumi-la para você e você a desenvolverá para ele e para Giuliano". O resumo feito pelo filósofo não edulcora os elementos originais da narrativa popular, como acontece, via de regra, em narrativas contemporâneas de contos infantis tradicionais. Gramsci preocupa-se em transmitir a Giulia o arcabouço de fatos de forma objetiva e despojada. Isso comprova a eficácia do material narrativo contido no enredo da fábula, que se apresenta rica de elementos a serem, tal como ele recomendou à esposa, desenvolvidos no relato aos meninos. Ao contrário do que ocorre nos contos de fadas convencionais e nas histórias de aventuras, a riqueza da fábula não está contida nas ações praticadas, mas no conjunto de relações que elas desvelam e na presença implícita daquilo a que Gramsci se refere, em sua carta, como "um verdadeiro plano próprio de trabalho, orgânico e adaptado a um país arruinado pelo desmatamento". Nada mais adequado, portanto, do que o título "O Rato Pensador", referência a um itinerário de descobertas que levam à construção de um pensamento crítico. A concepção essencial da fábula recriada por Agenor se faz presente na concretização de um preceito essencial que remete não apenas ao pensamento de Gramsci mas também ao do dramaturgo e pensador teatral Bertolt Brecht (1898-1956): as coisas e as conexões mais triviais devem ser examinadas atentamente e discutidas, pois em sua forma e nas relações que constroem existem aspectos importantes a serem conhecidos e dominados. "Em tempo de desordem sangrenta," diz Brecht, "de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar." Esse é, justamente, o espírito do trabalho desenvolvido por Agenor Bevilacqua Sobrinho em seu espetáculo "O Rato Pensador". Maria Sílvia Betti Professora da FFLCH/USP – Universidade de São Paulo Membro do Conselho Artístico do Folias d’Arte O Rato Pensador. Ed. Companhia Cultural Fagulha R$ 35,00 (R$ 28,00 para professores e estudantes) Tel.: (0xx11) 3907-1599 e-mail: ciafagulha@yahoo.com.br RESENHA SOBRE “A LENTE”, de Agenor Bevilacqua Sobrinho. Companhia Cultural Fagulha, Coleção Teatro na Escola. Maria Sílvia Betti Professora da FFLCH/USP Universidade de São Paulo A Lente é um trabalho que remete ao conceito brechtiano de ação, entendido não apenas como o produto de um pensamento criador politicamente empenhado, mas como proposta de um olhar crítico desejoso de intervir na sociedade à sua volta. A peça utiliza a forma épica, coerente com a natureza das questões coletivas de que trata: seu foco crítico são os mecanismos de controle social e ideológico direta ou indiretamente ligados à retórica do Estado na presente fase do capitalismo no contexto nacional. As personagens são não apenas os que habitam os bolsões de pobreza da megalópole, mas também aqueles que, em plena esfera da representação política nacional, aplicam seus golpes. Fazendo uso dos recursos da sátira e da paródia, o espetáculo expõe os malabarismos de raciocínio que embasam argumentos destinados a "justificar" o uso privado de dinheiro público, a manipulação de cargos e interesses, a revogação dos direitos trabalhistas e a implementação de projetos destinados a multiplicar os vencimentos de seus próprios proponentes. O texto caracteriza-se como um trabalho de natureza não apenas crítica e reflexiva, mas ao mesmo tempo fortemente propositiva e disposta a prosseguir no caminho de um teatro abertamente político como perspectiva de reflexão e de construção do pensamento. Maria Sílvia Betti Professora da FFLCH/USP – Universidade de São Paulo Membro do Conselho Artístico do Folias d’Arte A Lente. No prelo. Tel.: (0xx11) 3907-1599 e-mail: ciafagulha@yahoo.com.br TEXTOS A luz. Conto. A rebeldia enlatada. Artigo. Campanha pró-canonização. Livre. Carneiros. Poema. Carta ao pai. Livre. Ciro "Collor" Gomes. Artigo. Decálogo de George Bush. Sátira. Desempregado. Poema. Ditador. Ensaio. Efeito lingüeta. Livre. Estado policial tucano. Artigo. João. Rock aberto. Poema. Neoliberalismo. Poema. Nostalgia. Livre. O apagão moral e os "fernandetes orgânicos". Ensaio. O progresso como razão e violência. Poema. O rei e o reinado. Conto. O tempo. Poema. Que queres. Poema. O fabricante de desemprego. Livre. "Oitários". Livre. O raio na torre. Poema. Previdência privada e imprevidência governamental. Artigo. Repertório do Dicionário George Bush e Falcões para leigos. Sátira. E muitos outros... COLABORADORES Anônimos - Rei Midas X Rei Mierdas Bertolt Brecht - Coletânea Carlos Heitor Cony - Caricatura de Presidente Charlie Chaplin - Preciso de alguém Pablo Neruda - Poemas de amor Paralamas do Sucesso - Luiz Inácio Violeta Parra - La Carta “Duas pernas” Duas pernas caminhavam sem parar. Uma disse a outra: "Por que você está sempre à frente?". A outra, mais observadora, respondeu: "É impressão sua. Quando imagino estar à frente, vejo que você, com muita categoria, passa por mim e vai adiante. O que faço é procurar dar-lhe a oportunidade de perceber que isso é o que ocorre e não o inverso." “Grosseria anda de chinelas. As Havaianas baixam o nível.” Selton Melo, ator famoso de novela global das 20 horas, entra numa loja de departamentos. Na seção de calçados pede ao vendedor as chinelas Havaianas. O atendente não possui em seu estoque a marca, esgotada pela demanda crescente de clientes que fazem questão de levá-la. O ator diz que também faz questão. O rapaz oferece outra. A celebridade, um pouco contrariada, aceita a sugestão e põe em sua mochila o par de chinelos e se dirige para a saída sem pagar, no que é gentilmente advertido pelo vendedor. O ator retira de sua mochila uma cueca amassada e arremessa-a de maneira brusca contra o vendedor. Encabulado, o jovem diz: “Mas isso aqui não é dinheiro.” Ao que o ator presunçoso retruca que não era preciso pagar pois as chinelas também não eram Havaianas. Mas o gesto violento não se encerra aí. O ator completa sua “mise-en-scène ” jogando na direção do vendedor o par de chinelos da outra marca. A locução adverte: “Não se deixe enganar, tem que ser Havaianas!” Como se depreende, a juventude está recebendo regras de boas maneiras. O recurso do humor pretende aproximar a marca de um público jovem e ao mesmo tempo é trabalhado para amenizar o duro golpe desferido contra os demais fabricantes. Porém, examinemos mais de perto este caso. Simbolicamente, atirar uma cueca amassada e, possivelmente, suja, remete, também, às excreções; ao excremento. Portanto, as marcas concorrentes são chamadas, indistintamente, de “essa merda”. Curioso. Não há meias-palavras. Tudo é dito de forma seca, firme, “jovial”. Caso o jovem se identifique com o objetivo, “bingo!”. E senão ocorrer o pretendido? Qual é a distância entre o direito de pleitear maior fatia de consumidores e o fato de pronunciar impropérios para consegui-los? Quais são os limites da agressividade? Não se respeitam os padrões de decência que são comumente encontrados entre aqueles que a publicidade poderá atingir (artigo 22). O artigo 26 determina que “os anúncios não devem conter nada que possa conduzir à violência”. A publicidade comparativa pode ser feita (artigo 32); no caso estudado, no entanto, o confronto se dá pelo anonimato dos concorrentes, que são identificados pejorativamente. Infrações ao Código de Ética do Conar: Artigos 2º, 5º, 6º, 15, 19, 20, 22, 23, 24, 26, 34 e 37. Os que “ficam” são troféus. A Coca-cola assume as relações descartáveis como identidade dos jovens e de sua própria existência. Locação: praia. Personagens: casal de adolescentes. Conhecidos há apenas algumas horas, dois jovens estão sentados na praia. Ele diz ter adorado conhecê-la. Ela exprime a mesma idéia; e nota que o tempo passou “voando”. O garoto segura uma lata de refrigerante da Coca-cola. Um carro toca a buzina e chama o menino; o rapaz levanta-se e caminha em direção ao automóvel. A garota pede um gole de Coca-cola, mas o menino alega que já havia acabado. Mesmo assim, ela pede a latinha para ser guardada como recordação do encontro dos dois. Ao chegar em casa, a adolescente acrescenta o “troféu” à sua extensa fileira de latinhas na prateleira de seu quarto. Por hora, é a última e mais nova aquisição. Então aparece a legenda: “Ficar, essa é a real... Coca-cola.” Acompanha-se por instantes não uma “pessoa”. Mas uma multidão de seres convertidos em caça, em prêmio. Interessante a demagogia que se faz com a imaturidade dos jovens: valores fugidios, descartáveis e frívolos são enaltecidos e vangloriados como sinal de força e perspicácia. O desfile fátuo pretende assumir ares “épicos”. A promiscuidade da jovem é travestida como ato exemplar. Pena que não se tenha o mesmo respeito pelas “profissionais” do ramo... Ao encorajar e idealizar tais atitudes não se procura nada além de criar vínculo de identidade com o público-alvo desta faixa etária. Os espertos publicitários acorrentam em seu querer os pretensos “espertos” jovens, que se aprisionam ao ritmo daqueles que “deitam falação” para envolvê-los. Essa empresa de refrigerantes aprecia deixar de lado a Ética. Observamos que o artigo 37, mormente a letra F, do Código de Ética é retumbantemente deixado de lado. Pois o anúncio desconsidera os “cuidados especiais que evitem distorções psicológicas nos modelos e impeçam a promoção de comportamentos socialmente condenáveis”. Mostrar como paradigma algo que depende da falta de clareza de adolescentes, deixa de ser “real” e passa a ser forma de induzir as crianças da mesma idade em tais atos, tidos como “naturais”, ou seja, desguarnecidos de sua roupagem cultural e das imposições de interesses mercantis nada desprezíveis. Infrações ao Código de Ética do Conar: Artigos 1º, 5º, 6º, 15, 19, 20, 22, 23, 34 e 37. Lipoaspiração cerebral. Limpador multiuso “Veja” reforça preconceito. O cenário é uma cozinha. Os objetos próprios a ela: o fogão, a coifa, a geladeira etc. estão presentes. A tarefa da personagem é limpar a cozinha, excessivamente “gordurosa”. A representação da sujeira é expressa por meio de recursos de computação gráfica, que “humanizam” esses objetos e, ao mesmo tempo, os distorcem. O fogão, por exemplo, aparece com imensos quadris; a coifa, transpira gordura por todos os seus poros; a geladeira, tem uma barriga imensa, obesa. Insatisfeitos, seus redatores acrescentam o apelo (ou será “apelação”?): “Faça uma lipoaspiração na sua cozinha.” Sabemos que a vaidade feminina é instada de forma reiterada com a mensagem autoritária de que se deve ter o “corpo perfeito”, quer dizer, seguir o padrão cultural imposto por aqueles que têm o poder de determinar o que é o “belo”, o “melhor” etc. Associar a limpeza da cozinha (de seus aparelhos domésticos) à “sujeira” de quem tem peso fora do modelo imposto, é agressão que fere profundamente a vaidade das mulheres. O constrangimento social é multiplicado, pois se aduz que são “sujas” as que não fazem a lipoaspiração “redentora”. Infrações ao Código de Ética do Conar:. Artigos 1º, 5º, 6º, 15, 19, 20, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 34 e 37. Rebeldia enlatada No afã de manipular os desejos das pessoas, a publicidade não mede esforços e também não observa, muitas vezes, os mínimos preceitos éticos contidos nos artigos do Código de Ética do CONAR – Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (www.conar.org.br). Em seu artigo 37º, o CONAR reconhece a especificidade do anúncio dirigido à criança e ao jovem, portadores de características psicológicas próprias. Para não haver abusos, o item b deste artigo assevera o respeito a ser demonstrado pela ingenuidade e credulidade, pela inexperiência e sentimento de lealdade dos menores. Não sendo admitida a ofensa ao menor (item c) e, muito menos, a possibilidade de inferiorizá-lo caso ele não consuma o produto oferecido (item d). Caso o público-alvo (“target”) seja o jovem, os profissionais da área procuram se assenhorear do universo simbólico da juventude para forjar um processo de identificação entre o produto e seu consumidor potencial. Considerando que “as repercussões sociais da atividade publicitária reclamam a espontânea adoção de normas éticas”, convém ficarmos atentos aos que ignoram ou fazem pouco caso da legislação do setor. Vejamos, a propósito, o exemplo recente da propaganda da Coca-cola. Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr., interrompe um show e humilha um indivíduo por ele não estar com a garrafinha colecionável, destoando dos outros que exibem eufóricos o “precioso objeto”. Na cena seguinte, o rapaz já está portando o “talismã”, e, por isso, recebe o abraço de Chorão, seu ídolo. Não é casual a citação. Ela é paradigmática de um procedimento renitente das empresas que divulgam marcas, produtos e serviços: estigmatizar os que não se padronizam; marginalizar aqueles que refletem. Rebeldia e transgressão como marketing não passam de elementos inseridos nos códigos do mercado. Promovem o preconceito, a discriminação, a apatia e o consumo acrítico. A inconformidade, característica inerente da juventude, é desconteudizada, esvaziada de sentido. Restando a obediência ao “rebelde”, travestido de porta-voz de interesses comerciais evidentes. O discurso publicitário é preenchido por frases de efeito que sintetizam o que as pesquisas colheram antecipadamente. O jovem ouve à tarde o que as entrevistas coletaram pela manhã de sua boca. Promessas de entrega de desejos embalados, a demagogia é reposta constantemente com a insinuação inscrita na tarja: “nova embalagem”, “lançamento” etc. Portanto, deve-se evitar “distorções psicológicas nos modelos e impedir a promoção de comportamentos socialmente condenáveis” (item f, do mesmo artigo 37º), como o castigo exemplar contido na referida peça publicitária do refrigerante, na qual o jovem vê tolhida sua espontaneidade para autoritariamente ser enquadrado como o suposto “exclusivo portador” da garrafinha da “felicidade sintética”. E convertido, ao final, ao credo da despersonalização estilizada, escapando do temido sentimento do jovem: ser excluído da sua “tribo”. Temos a inversão do Zé Ninguém (1948) de Wilhelm Reich. Os verdadeiros Zés Ninguéns são transformados em seres notáveis, e o sujeito que procura preservar alguma autenticidade é catapultado para a estupidez. Para massagear o ego de seus consumidores, a publicidade banaliza e opera cirurgias mentais de um admirável mundo novo. O Decálogo ou Os dez Mandamentos da Lei de George Bush. 1º Amar os EUA e suas empresas sobre todas as coisas. 2º Não respeitar os outros povos. 3º Bombardear nos dias santificados e em todos os outros dias também. 4º Desonrar pai e mãe dos outros. 5º Matar quem atrapalhar os negócios imperiais. 6º Acabar com a castidade alheia. 7º Roubar sempre o petróleo e outras riquezas alheias. 8º Falsear testemunhos para a glória dos EUA. 9º Cobiçar a mulher do próximo e seus tesouros. 10º Cobiçar os bens alheios, principalmente os valiosos,como, por exemplo, o petróleo, o ouro etc. Repertório do Dicionário George Bush e falcões, para leigos CARIDADE-ÓLEO - Oferta benemérita ianque para dispensar os outros do trabalho massacrante de extrair o petróleo da terra e precisar armazená-lo em barris, ocupando espaço desnecessário no país. O EUA-DUTO é oferecido a preços módicos (algumas centenas de bilhões) para transporte sem intermediação. Afinal, o melhor é evitar atravessadores. CULINÁRIA - Alheióleo. EUA-MÚNDI - Plano estratégico do império para apossar-se do mundo e espalhar o progresso. PRÁTICAS ESPORTIVAS (OU MELHOR, EXTORSIVAS) Abocanhóleo Aceitóleo Acolheróleo Acometeróleo Agadanhóleo Agressóleo Ajuntóleo Ameaçóleo Apanhóleo Apoderar-se-óleo Apreenderóleo Apresamentóleo Apresaróleo Aprisionóleo Aproprióleo Arrancóleo Arrebataróleo Arrestóleo Aspiróleo Assaltanteóleo Assaltóleo Assassinatóleo Assenhorear-se-óleo Assolaróleo Atacaróleo Ataqueóleo Atribuir-se-óleo Bandidóleo Bater a carteiróleo Batidóleo Bifóleo Bombóleo Bushad'óleo Capturóleo Cheióleo Cobertóleo Colheróleo Confiscóleo Conquistóleo Consumóleo Contrabandóleo Desapropriar-óleo Despojóleo Devastaróleo Dominadóleo Dominóleo Embargóleo Emprególeo Encheóleo Ensenhorear-se-óleo Esbulhóleo Escorcharóleo Esfolaróleo Exerçóleo Exigiróleo Exploróleo Extorquir-óleo Extorsóleo Furtaróleo Gatunóleo Genocidóleo Guerreóleo Imperióleo Intimidóleo Invadióleo Investidóleo Investióleo Ladróleo Larapióleo Latrocinóleo Levaróleo Levóleo Limpóleo Livróleo Luto-óleo Massacróleo Medóleo Míssil-óleo Obede-servo-óleo Ocupadóleo Ocuparóleo Penhorar-óleo Pilharóleo Piratarióleo Porta-avi'óleo Possuir-óleo Preferir-óleo Rapinóleo Rapóleo Raptóleo Recolheróleo Ressentidóleo Reuni-óleo Rifóleo Roubaróleo (variante de Roubóleo) Roubóleo (variante de Roubaróleo) Salteadoróleo Saqueóleo Seguróleo Seqüestróleo Sorveróleo Subjugaróleo Subtrair-óleo Surripiaróleo Tiraóleo Tiro ao alvóleo Tiróleo Tomadióleo Tomahawk'óleo Tomóleo Traficóleo Usóleo Usuraóleo Usurparóleo Vendidóleo Ciro "Collor" Gomes Desde o século XIX, os Gomes governam Sobral, típica cidade nordestina. Como sabemos, a proclamação da República não alterou o "status quo". Os problemas antigos com rosto novo. Assim poderíamos chamar o período inicial da República. Os mesmos grupos permaneceram no poder. A ordem das classes dominantes se manteve; os proprietários rurais continuavam a dar as cartas. O jogo viciado, sabia-se de antemão o resultado. Entretanto, os trabalhadores foram compreendendo a necessidade de sua organização para enfrentar a exploração das poderosas oligarquias. A luta desigual vitimou muita gente das classes populares. Porém, a ladainha dos latifundiários também sofria severos questionamentos. As classes defendiam seus interesses com os instrumentos disponíveis. Tal como ocorre nos dias de hoje. Em 1989, Fernando Collor, o arauto da modernização conservadora, iniciava o processo de destruição do parque industrial brasileiro, a pretexto de aperfeiçoá-lo, sob aplausos da elite "esclarecida", que via a importação e a implementação de políticas neoliberais como expressão de progresso e de desenvolvimento. O neocolonialismo já mostrava sua voracidade ao dominar a infra-estrutura e outros setores vitais de nossa economia, tornando-a vulnerável aos humores de especuladores de todos os naipes. Fernando Henrique Cardoso aprofundou de maneira radical o programa de Collor, com as conseqüências devastadoras que todos podem notar: crise de energia, de saúde, financeira, moral etc. Com o esgotamento das receitas do FMI e similares, que desembocaram nas tragédias que vitimam os povos da Argentina, do Uruguai, do Peru, do Brasil e de outros países, a direita recorreu a mais um truque de prestidigitação. O conservadorismo encontrou em Ciro Gomes (ex-integrante do ninho tucano e do PDS, o partido da ditadura militar) a reencarnação de Collor de Mello, reeditando a sinistra figura voluntarista para tentar barrar, outra vez, a esquerda representada por Lula. Aos órfãos de Collor, Ciro supre os requisitos fundamentais pois está acompanhado da mesma entourage: o grande capital (abrindo a burra); a tropa de choque collorida (Roberto Jefferson, José Carlos Martinez --- nutrido por PC Farias, Gastone Righi, Leonel Brizola...); o clientelismo e o fisiologismo do PFL (de ACM, Inocêncio de Oliveira, Hildebrando Paschoal...); o arquipeleguismo do PTB (Paulinho, Força Sindical...); os institutos de pesquisa (o Vox Populi e assemelhados); e os novos adeptos, como o ex-comunista Roberto Freire (nada pior do que um ex). No entanto, a ascensão de Collor ou a de Ciro Gomes, e de seus métodos pouco ortodoxos de obter votos, não são uma fatalidade, e os degraus de sua escada são, em grande parte, dados por aqueles que só irão perceber tarde a ingenuidade de ouvir o canto de sereia que se apresenta como retórica agressiva para encobrir as reais intenções dessa oligarquia "moderna". Temos novamente uma tentativa de processo de repetição histórica e, segundo a teoria histórica de Marx, a qual completa Hegel, a história se repete de duas formas: "A primeira vez como tragédia, a segunda como farsa" (O 18 Brumário de Luís Bonaparte. Col. Os Pensadores. SP: Abril Cultural, 1978, pág. 329). A onda de salvação individual (o Reino de Deus a pronta entrega; as academias de ginástica modelando à perfeição o narcisismo oco predominante; os telefones 0300... salvando quem quiser, quer dizer, quem ligar e pagar...) vem montada no cavalo da descrença e da desilusão com as soluções coletivas. Esse apequenamento instala, ainda mais, a desesperança e a indiferença. Cumprindo o desejo daqueles que desvitalizam a existência ao burocratizar instâncias antes intransponíveis a esse sistema econômico opressivo e irracional, que multiplica os "imprestáveis" e precisa aniquilá-los por não estarem inscritos na minúscula lista de presença dos "servíveis". É necessário barrar a farsa montada pelos reacionários. É possível sairmos do catecismo neoliberal e de suas platitudes, que deterioram e despedaçam o mundo acumulando escombros, enquanto seus protagonistas insistem em saber qual é o melhor local para afixar o lustre. A luz Esquivava-se das pessoas com andar apressado e turbulento. Quem o visse asseguraria que tinha os pés em brasas, e se indagaria: aonde irá? Por causa de um menor aceno se irritou. Procura outro caminho onde não seja incomodado. Retira-se da rua, do bairro, em seguida da cidade e, depois ainda, do país. Mergulha sua mão no bolso, em busca da chave da nova casa. Porém, lembra-se de que havia esquecido a porta aberta, o que motivou certa apreensão. Rigorosamente examina todos os cantos da casa na esperança de que nada esteja faltando. Circunspecto e quase febril, fica atônito ao perceber um clarão de luz vindo da biblioteca. "Será um disco voador ?" Com os passos não muito firmes, balbuciando algumas coisas incompreensíveis, resolve, enfim, verificar o que é "aquilo". Algumas gotas de suor nervoso escorrem na testa. Recruta, próxima à porta, o que lhe resta de forças. Tomado de estupor, suas pernas não obedecem. "Com os diabos, o que acontece?", diz firme, procurando convencer-se de uma calma que não tem. Uma luz incandescente fere seus olhos, quase cegando-o; em vão pretende impedir com o braço a passagem da luz, que lhe ofusca a visão. Embriagado de pavor e ao mesmo tempo curioso, irrompe numa disparada em direção à luz. Todavia, se encanta com sua coragem. Nota que a imensa claridade vem de "um livro. Isto mesmo, um livro". Sentindo-se arrebatar, compulsivo, segura o livro, quase amassando-o. Sem mais abre o livro. Entretanto, para sua perplexidade, a luz se esvai. Imediatamente ele retorna àquele estado de paralisia, sem saber o porquê disso tudo. Quando recobra os sentidos, uma luz muito semelhante, aliás parece a mesma, chama sua atenção, desta feita, vinda de um outro livro. Está desconfiado e curioso. Encara a luz com fúria. Este gesto, conquanto sua bravura seja grande, não se mantém por muito tempo, pois o brilho é muito intenso. Decidido, embora cético, se aproxima do livro. Procura demonstrar, com olhar altivo e bastante formal, sua superioridade e honra, feridas. Volta a tremer levemente, lentamente. Com um pequeno safanão, afasta o medo e se enche de orgulho. "Nada temo!", afirma feliz e seguro de si. Abre, desta vez com suavidade, o livro emissor da luz. Esta, ao contrário da vez anterior, permanece. Encantado, esboça um longo sorriso. Entontecera de tanto contentamento. Mas... seu sorriso, era possível entrever, já não expressava a mesma aparência de graça. Quem o visse de certo consideraria encolerizado. A luz... como que por mágica foi se atenuando, mansamente, sem que se pudesse perceber. "Não é possível... há alguém conluiado com o diabo que me está pregando uma peça." Benzeu-se ao dizer isto. "Terrível." Assim diria quem o visse. "Deve ser louco", talvez outros supusessem. Desvairado ia de encontro à luz que estava nos livros. Como guerreiro feroz, vencia livro após livro; mas a luz excedia sua pertinácia: brilhava num livro, sumia mas reaparecia em outro, sempre. Ao final de alguns dias estava recostado, ou melhor, mergulhado entre os livros. Avidamente, devorou todos. Não comeu nem bebeu durante esse tempo. Esquivava-se das pessoas com andar apressado e turbulento. Quem o visse asseguraria que tinha os pés em brasas, e se indagaria: aonde irá ? Por causa de um menor aceno se irritou. Procura outro caminho onde não seja incomodado... pois a luz o perseguia. Campanha pró-canonização de FHC para santo dos banqueiros Papa João Paulo II, rogamos à sua santidade a canonização de Dom Fernando Henrique Cardoso como defensor implacável dos banqueiros e empresários que administram seus negócios de forma temerária (mas sem riscos). Seus milagres se verificaram no Marka, no FonteCindam, no Opportunity etc., bem como em votações no Congresso e outros casos (compra de votos para a emenda da reeleição, Sivam, BNDES etc.). Milhões são testemunhas de sua obra benemérita e das de seu partido, o PSDB - Partido para Salvar Banqueiros, em favor dos endinheirados; são abnegados e sempre fiéis à nossa causa, numa época em que a infidelidade é uma praga moderna! Em tempo: necessitando algum auxílio no Processo de Santificação, poderemos contar com o apoio solícito do Banco Central e de seus subsídios recorrentes. Humildemente, São Cifrão. PS. Conte também com a sede da FEBRABAN para a cerimônia (Apud. Macaco Zé Simão). Carneiros "Olhais para o alto, quando aspirais por elevação. E eu olho para baixo, porque estou elevado. Quem de vós pode ao mesmo tempo rir e estar elevado? Aquele que galga as mais altas montanhas ri de todas as tragédias lúdicas e de todas as tragédias sérias." Os rebanhos gemem Dias doidos e atrevidos; Mas seus corações não tremem, Estão embrutecidos. Resignados peregrinam Em busca de um alento. Choram as últimas lágrimas: O apocalipse, desta vez, não falha. Adaptado de Friedrich Nietzsche, Zaratustra, Primeira Parte, Do ler e escrever. Carta ao pai Pai, Sua luta final também foi exemplar. Apesar da conjuntura adversa, você soube manter a dignidade. Mostrou a todos nós a importância da vida. E consumiu seus últimos momentos nos ensinando a ser mais perseverantes, generosos, presentes, serenos e inteligentes. Lembro-me sempre de sua indignação diante de tanto horror esculpido no mundo diariamente. Sobram alienados. Mas sua reação sempre destoava dos insensíveis que estão no planeta como se fossem autômatos. Os aproveitadores ficarão felizes com sua partida. Talvez por acreditarem que o sistema de injustiças e hipocrisias sociais alimentados por eles agora tenha um opositor gabaritado a menos. Não compreenderão jamais, pai, que sua determinação e seu empenho em posicionar-se contra esse modelo produziu muito mais oponentes. Quiçá essa nova safra seja tão boa quanto a sua. Você sabe, pai, que contou na vida com uma companheira singular, generosa, presente! Na reta derradeira, então, ela excedeu em tudo o que se pode esperar de uma esposa. O que nos faz entender que nós temos muitas possibilidades. Mas é preciso estar presente, doar-se quando necessário. Porque às vezes não haverá outra oportunidade. Os transtornos em seu percurso pareciam multiplicar-se sem trégua. Com fibra e energia redobradas, você respondia às intempéries da vida. Hoje também sou pai. E reconheço muitas semelhanças. Quem aprendeu pode aproveitar. Quem quiser aprender pode perguntar. Quem não entendeu, calma, ainda tem tempo. Observe o que há de mais relevante na vida. Aí estará pronto para aprender a viver com amor, generosidade e compaixão. Nunca é tarde. Com carinho, Agenor Bevilacqua Sobrinho Desempregado Merece viver quem não é explorável pela Sociedade Anônima? Merece viver quem procura o que se torna cada vez mais escasso? Sobra, dejeto, imbecil! Não procure, não perturbe, não amole. Finalmente encontrou ocupação Procurar emprego é a sua profissão. Se manca, se toca; Você é o único responsável por sua inutilidade, Desempregado, não há vaga na modernidade. Vai logo encomendando o seu caixão, Desgraçado, celerado, Até para morrer É um peso social. Infernal! FMI, Banco Mundial... O deus é o Capital Isenção, subvenção, doação, genuflexão para o conglomerado Porrada para o desempregado. Nossa complacência nos obriga, Bilhete só de ida É a solução final, Tá acabado: Overdose pro desempregado! Vai logo encomendando o seu caixão, Desgraçado, celerado, Até para morrer É um peso social. Infernal! D i t a d o r Há pouco tempo o presidente Fernando Henrique Cardoso disse que desejaria ser ator. Parece-me que ele anda tomando emprestado falas de personagens do dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956). Mais especificamente as de Arturo Ui. Em A resistível ascensão de Arturo Ui (1941), Brecht constrói uma parábola que conta a ascensão de um chefe mafioso de Chicago associando-a à trajetória de Hitler: os negócios de Arturo Ui concentram-se em atemorizar atacadistas de armazéns de hortaliças e legumes, ateando fogo num desses estabelecimentos (referência ao Parlamento Alemão) para, providencialmente, vender sua proteção a peso de ouro e terror. Ui toma o poder do prefeito subornado pelos atacadistas, Dogsborough (Von Hindenburg), expandindo, assim, sua rede criminosa às custas de assassinatos e uma infinidade de delitos. Com seus aliados Giri (Göring) e Givola (Goebbels), mata outro serviçal, Roma (Ernest Röhm, até 1934, Chefe da SA - Sturmabteilung - divisão de assalto). Elimina o chefe de uma gangue rival, Dullfeet (Dollfuss), de Cícero (a Áustria), além de apoderar-se de sua viúva. Consegue a aclamação de Chicago e de Cícero. Como todos os impérios, o negócio de Ui prospera, deixando por toda parte pilhas de cadáveres. Brota de sua fala o veio totalitário e embusteiro da livre escolha dos escravizados de seu senhorio, que prega democraticamente: ...Quem é a meu favor? E quero mencionar de passagem: quem não for a meu favor, é contra mim e terá que se responsabilizar pelas conseqüências dessa atitude. Agora vocês podem eleger! (BRECHT, Bertolt. A resistível ascensão de Arturo Ui. RJ: Paz e Terra, 1992, pág. 211). E no curso da história aparece o sociólogo-plagiador democrático. ...Quem estiver ao nosso lado votará a favor. Quem estiver votando contra está contra mim e está fora do governo. (CARDOSO, Fernando Henrique. In: Folha de São Paulo, "Brasil", 09/05/2000, pág. A-4). No entanto, a ascensão de Hitler ou a de FHC não é uma fatalidade, e os degraus de sua escada são, em grande parte, dados por aqueles que só irão perceber tarde a ingenuidade de ouvir o canto de sereia do chefe presidente. Temos aqui um processo de repetição histórica e, segundo a teoria histórica de Marx, a qual completa Hegel, a história se repete de duas formas: A primeira vez como tragédia, a segunda como farsa (O 18 Brumário de Luís Bonaparte. Col. Os Pensadores. SP: Abril Cultural, 1978, pág. 329). Efeito lingüeta O José Aníbal, aquela figura "educada", acabou de criar o efeito "lingüeta". Antes, o "mercado", essa entidade fantasmagórica que não tem cara (mas que todos conhecemos), dizia que os títulos se desvalorizavam pelo efeito Lula, a subida do candidato do PT nas pesquisas. Agora, aquela figura "educada", temeroso dos desdobramentos das falas de seus amiguinhos que estão dando com as línguas nos dentes, "cagüetando", como diria o menino no morro, inventou esse efeito "lingüeta". Como diz o Macaco Simão, "tucanaram" o alcagüeta. Estado policial tucano A estrutura da Polícia Federal parece estar a serviço do PSDB, convertendo-se em Comitê Eleitoral da plutocracia tucana. Esta viola as regras do Estado de Direito, utiliza a mídia para estigmatizar adversários e inimigos e faz uso da arbitrariedade, do favorecimento, do segredo e da obscuridade, generalizando práticas ilícitas e ilegais. A intimidação e a truculência, próprias das ditaduras, recebem aplausos da imprensa "liberal", ciosa da manutenção de privilégios patrocinados por essa oligarquia pretensamente ilustrada. Vigiaram o candidato do PT à Presidência por 428 dias. As alegações de que se investigariam "imóveis em nome de laranjas" e "quadrilha de narcotraficantes" são um acinte até para retardados. Concordamos que se deva apurar toda e qualquer irregularidade. Entretanto, a seleção de oponentes para a execração pública sem defesa prévia e o salvo-conduto para "ilustres autoridades" envolvidas em escândalos de maior dimensão, só nos remetem ao passado: aos amigos do Rei as benesses da Corte; aos inimigos, a lei. Caso esta não enquadre o perseguido, a ilegalidade torpe. João. Rock aberto. Rock aberto à sua excelência. Não quero saber de excrescência. Socorro, Al Capone; Socorro, Fernando Collor. Seus recordes estão por um triz. Os vigaristas atuais vão superá-los por uns bis. Agora são as Vales. Dizem que não valem. Que loucura! Estão querendo transformar As Vales do Rio Doce No vale da amargura. E quem vai pagar a diferença É o João, otário de plantão. (BIS) Vamos jogar no bicho, Lá vale o escrito. Quem pede para esquecer o que escreveu não merece confiança nem da Madre Tereza de Calcutá, Haiti É aqui, João, otário de plantão. (BIS) A(corda), João! Estão lhe roubando À luz do dia, da noite, da madrugada; Até mesmo sem luz. Eta pessoal trabalhador! Mas não se preocupe, quem manda são os iluministas. Logo vem a tese para lhe explicar que assim você será, finalmente, cidadão. Viva o João!, otário de plantão. (BIS) Mas o lamento É pequeno, meu irmão. A história vem de longe Já rifaram o tataravô de nosso tataraneto. E as prestações da reeleição vão de geração em geração. Paga o João, otário de plantão. (BIS) A(corda), sociólogo, Chegou a sua hora. Já mandaram avisar lá do futuro que não pagam a fatura, não! Lá não tem João, otário de plantão. (BIS) Basta de reeleição! Começa a trabalhar, não dá moleza pra sorte; Senão, até o João, desperta do berço esplêndido. E aí, ó, ó! Deixa de ser João, o otário de plantão. (BIS) Neoliberalismo Rugem os leões Sorriem histericamente as hienas Rugidos cadavéricos Sorrisos macabros Globalização! Exulta o ladrão. Rangem os dentes Choram descompassadamente Ranger receoso Choros nervosos Oceano de sangue Cacetetes pacificadores Globalização! Exulta o ladrão. Mar de gemidos Obediência voluntária Disparavam o ódio Dispersavam o amor Dizimavam os povos Diziam-se os bons É o fim da História Globalização! Exulta o ladrão. Atingidos povos inteiros Estraçalhados os corações Fábrica de cemitérios Diziam-se os bons É o fim da História Globalização! Exulta o ladrão. Hipócritas! Hipócritas! Hipócritas! Mas... Os ouvidos estão surdos ao rugir dos leões Os olhos estão cegos ao sorriso histérico das hienas Os braços impedem a passagem de rugidos cadavéricos As pernas chutam sorrisos macabros Porque... O ranger de dentes é das metralhadoras O choro descompassado é da emoção O ranger receoso não mais nos pertence O choro nervoso é dos tiranos E... Se estancará o sangue Não existirá a paz dos cacetetes Pois... O mar de gemidos inundou os usurpadores E a obediência voluntária feriu seus acólitos Eles... Fugiram em disparada Atraiam-se ao dispersarem-se Os povos os dizimavam Bons, ninguém dizia deles Nós... Atingidos por inteiro nos erguemos; Tendo os corações estraçalhados, os reconstruímos A fábrica de cemitérios foi enterrada Não dizíamos que eles eram bons Quem dizia eram os hipócritas. É o fim da ladainha do fim da História; É o fim da ladainha da globalização. Nostalgia Pedagogia tucana. Na década de 70 tínhamos o ABC do entreguismo. Na década de 90, os governos tucanos, do alto de sua sapiência, estenderam o serviço a todo o abecedário, de A a Z, inaugurando o pedagógico FHC do entreguismo, mais um lançamento editorial da FHC: Fundação Hospitalar pró-Cifrão (ajuda ao próspero em 1º lugar). Neste livro o leitor encontrará o nacionalismo peculiar de FHC - o norte-americano - e a adaptação de Descartes (Cogito, ergo sum) para a moda neoliberal tupiniquim: "Nacional é brega; logo, entrega." Devido aos avanços tecnológicos, no século XXI é bem mais fácil precisar o ritmo do entreguismo. Cuidado quando for convidado a uma solenidade e não se constranger em cantar o Hino abaixo: HINO NACIONAL NEOLIBERAL Num Posto da Ipiranga, às margens plácidas, De um Volvo heróico Brahma retumbante, Skol da liberdade, em Rider fúlgido, Brilhou no Shell da Pátria nesse instante. Se o Knorr dessa igualdade... Conseguimos conquistar com braço Ford, Em teu Seiko, ó liberdade, Desafio nosso peito à Microsoft!!! Ó Parmalat, Mastercard, Sharp, Sharp.... Amil um sonho intenso, um rádio Philips, De amor e de Lufthansa à terra desce!!! Intel formoso céu, risonho Olympicus, A imagem do Bradesco resplandece!!! Gillete pela própria natureza, És belo, Escort, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa Grendene. Cerpa gelada!!! Entre outras mil é Suvinil, Compaq amada. Do Philco deste Sollo és mãe Doril, Coca-Cola, Bombril !!! O apagão moral e os "fernandetes orgânicos” O processo de reeleição já nasceu viciado com a compra de votos para aprovar a emenda constitucional que permitiu a recondução do presidente FHC. O interesse público foi substituído pela mesquinharia de um grupo político que quis se perpetuar no poder não para realizar as transformações necessárias e favoráveis ao povo brasileiro, mas, sim, para alimentar o capital financeiro especulativo e predatório com a demagogia cambial, multiplicando o desemprego e a fome dos brasileiros como nunca se havia visto em nossa história. O uso descarado da máquina do Estado, conjugado ao abuso do poder econômico e de parte da imprensa oficialista, mantiveram, por largo período, a população alienada e anestesiada da realidade. As velhas e novas oligarquias encasteladas no poder, por enquanto, têm impedido a instalação de CPIs para investigar o Sivam, a Pasta Rosa, a compra de votos da reeleição, o dossiê Cayman, as fitas do BNDES, a Sudene, a Sudam, o sistema financeiro, as privatizações nebulosas do setor energético, de telecomunicações... E demais esqueletos guardados a setecentas chaves e senhas nos porões dos iluministas (opa!), que ora nos apresentam a bula dogmática tucano-pefelista e suas teses de flagelação tarifária endereçadas aos incautos acionadores de interruptores de aparelhos eletrodomésticos supostamente inofensivos. Os antigos e atuais senhores da Casa Grande não atentam para as demandas populares. Não planejam ações efetivas de governo e se dizem "surpresos" com os acontecimentos. Ostensivamente repudiam os movimentos populares organizados e as minorias. Por isso, receitam isenção, subvenção, doação, genuflexão para os conglomerados. E cacetadas para os desempregados. Não há vaga na pós-modernidade social-democrata de sua majestade. Hoje, os avanços tecnológicos nos permitem precisar o ritmo e as conseqüências do entreguismo desenfreado levado a efeito pela adaptação peculiar de René Descartes (Cogito ergo sum) na moda neoliberal tupiniquim de FHC: "Nacional é brega; logo, entrega." E seu corolário: a modernização conservadora para desmantelar um projeto de país soberano e independente tecido pelos setores democráticos da sociedade. Os "fernandetes orgânicos", ideólogos que pontificam a defesa de sua majestade, deveriam ouvir e recordar suas lições sobre ética. Talvez, dessa forma, seriam mais coerentes nas suas reflexões, pois quando o objeto de suas análises são seus amigos a amnésia e a esclerose intelectual aumentam assustadoramente. Finalmente, uma mensagem de um brasileiro que não suporta ver seu país atolado na lama, na escuridão e emaranhado num cipoal de crimes e desmandos de sua elite retrógrada. Para que o povo brasileiro não tenha a falsa impressão de que é obrigado a aturar as agruras e sofrimentos impostos por uma política econômica recessiva, antinacional e perniciosa por várias gerações, é necessário prestarmos atenção ao atual momento histórico que se caracteriza pela urgência Ética de sair dessa "overdose" de corrupção que, não por acaso, rima com apagão, com falta de transparência e de esclarecimentos. Que queres? Que queres? Que meus olhos mudem de cor? Que meus ouvidos não ouçam? Que minha voz não grite? Que meu coração não bata? Que minhas mãos não se mexam? Que meus braços se tornem pedras? Que minhas pernas não me transportem? Que meus dias não tenham luz? Que minhas noites não tenham estrelas? Que me falte ar? Que transfigure meu ser? Que eu não seja? Que tenha outra personalidade? Que as músicas não sejam melodiosas? Que a dança não tenha ritmo? Que o sol não brilhe mais quando o admiro? Que a água não sacie minha sede? Que todo cansaço seja pouco para mim? Que...? Não queiras... O impossível é mais fácil de ser alcançado. O fabricante de desemprego Neste país não há realeza que perdure. Vide a trajetória infeliz de FHC: de príncipe da Sociologia para títere do FMI e produtor de desemprego em escala industrial. Hoje, o Brasil não é mais um país que possui desemprego, mas é o desemprego que possui o Brasil. "Oitários” A milionária campanha publicitária dos 8 anos de (des)governo de sua majestade FHC, estimada em quase 100 milhões de reais, deveria ser interrompida pela Justiça, atendendo aos mínimos preceitos de moralidade para frear esse abuso despudorado dos recursos públicos para promoção pessoal. Temos a esperança de que haja, algum dia, ressarcimento dos valores já gastos. Caso contrário, permaneceremos como os ‘oitários’ a pagar por mais essa festança desprovida de sentido republicano e claramente acintosa para os que trabalham e pagam seus impostos, e que observam, irritados, sua utilização em subsídios bilionários para ‘compensar os prejuízos’ das empresas privatizadas de energia e de outros setores" O PROGRESSO COMO RAZÃO E VIOLÊNCIA Ou a história dos vencedores ou da servidão. O clamor de mudança é sempre atual na sociedade brasileira. Do contrário, seremos constantemente vítimas da história dos vencedores e de seus discursos. E embustes, como, por exemplo, a ideologia da globalização. Se perguntarmos para o opressor se ele se sente culpado, obteremos uma resposta como a exemplificada numa cena que criamos. NAZISTA (ou outro do mesmo naipe) que governa para a tirania do mercado: Eu? Faço tudo para o bem da humanidade. Sou feliz cumprindo o meu dever, porque o progresso tem como razão a violência. NARRADOR EM OFF: O progresso como razão e violência. Ou a história dos vencedores ou da servidão. APARECE O LETREIRO COM A INSCRIÇÃO: (FALA EMPREENDIDA ANTES DA TOMADA DO PODER). NAZISTA (ou outro do mesmo naipe): Onde olhas favelas, verás jardins Pobres e esfarrapados, crianças sadias Rugas e velhice, juventude e beleza Ovelhas desgarradas, estudiosos Grande bagunça, ordem impecável Rios imundos, água cristalina Encalhes de produtos, vendas mil... Sarampo e outras epidemias, a panacéia Soluços e gemidos, alegria e contentamento Ócio, trabalho. Construiremos o futuro O progresso para todos Muitos benefícios Orgulho nacional. DESCE O LETREIRO COM A INSCRIÇÃO: (AÇÃO EMPREENDIDA DEPOIS DA TOMADA DO PODER) Respeita o teu senhor! Apaixona-te pelo que faz, mesmo que a contragosto Zanzar em hora de serviço, jamais! Anões desqualificados, não de acordo com a estética Oh! Nosso país de homens perfeitos! E sempre a postos para responder: Venho cumprir as determinações Irei obedecer-lhe cegamente ( obede-servos, ser-te ) O senhor é o meu comando Liberdade é segui-lo Em circunstâncias quaisquer, Nós estaremos aqui para defendê-lo Caminhamos sob sua luz Imploramos a sua compreensão Amamos o seu progresso. Ele é nosso também. O rei e o reinado Saudações! Lembrei-me de uma conversa com alunos logo após os atentados. Dizia a eles que os EUA usam o efeito Toshiba para o terrorismo, ou seja, algo como "nossos terroristas são melhores do que os dos outros". A seguir, o texto que ilustrou minha conversa com eles. Um abraço do Agenor. O IMPÉRIO E SUAS COBRAS ou O REI E O REINADO Havia um reino em que o rei gostava de alimentar cobras de todos os continentes. Ele tinha suas preferências. Especialmente pelas mais esganadas e truculentas. Como comiam as ditas cujas! Algumas eram exóticas. Um dia, sua majestade foi surpreendida com a voracidade de uma de suas prediletas, que deu-lhe uma mordida feroz. O rei, não entendendo o motivo, indagou-se: ---- Que fiz eu a esta maldita? Mas os súditos melhor informados dos costumes de sua realeza, tão logo ouviram a queixa, murmuraram: ---- Será que ele não sabe? O tempo O tempo... Mata quem pensa matar o tempo. Passa trazendo permanência e mudança. É curto ou longo demais. Tempera a mente. Presente nos solicita. Futuro nos reivindica. Passado nos multiplica. Pede outro tempo para ser bom tempo. Se exalta e grita. Se alegra e fala. Se amarga e chora. Se emaranha e se destrincha. Brinca. Ratifica, retifica e claudica. Brilha e ofusca. Destrói e recria. É de encontros e de desencontros. Nos consome e segue adiante. Recupera e é irrecuperável. Virou, emborcou. Melhorou. Nos envelhece. Nos constrói. Observa e compreende. Ignora e busca. Se esgota e recomeça. Avança e se retrai. Empresta e cobra. É delicado e bruto. Descobre e encobre. Limita e espanta. Cansa e descansa. Morre e renasce. Não tem fim. Raio na torre O mundo desperta com o raio na torre De onde veio? (vocal ) Ninguém viu! (coro ) O tumulto estava formado E as estrelas, testemunhas de tudo, escreveram: Os pregadores ajoelhados Fitavam os ladrões que se acotovelavam Ao ver as mulheres murmurarem Ao ouvir as crianças balbuciarem Todos se perguntavam: De onde veio o raio na torre? (coro ) Até hoje não se sabe Mas o mundo despertou As sombras dissipadas A ignorância enfraquecida Os sonhos realizados A inteligência fortalecida E até hoje se espera... O raio na torre. Previdência social e imprevidência governamental Os fundos públicos de previdência têm por objetivo (teoricamente) garantir às pessoas uma velhice em condições de dignidade. A aposentadoria foi um direito conquistado com muita luta e sangue; entretanto, o atual governo se esmera em privatizar fundos públicos de previdência podendo tornar inviável a garantia a milhões de brasileiros. É uma questão grave e não devemos ignorá-la. Afinal, trabalhar a vida toda e no final da existência não ter o mínimo para sobreviver é demais. Alguns países tentaram privatizar sua previdência. Fortunas de milhões de trabalhadores foram transferidas para as empresas particulares que passaram a geri-las sem controle. Os trabalhadores se viram diante do problema prognosticado por críticos daquelas medidas, ou seja, os grandes milionários da previdência privada levaram para paraísos fiscais centenas de milhões de dólares e se evadiram também. É preciso barrar essa insanidade antes de sua implementação total. COLABORADORES: Bertolt Brecht - teatrólogo alemão Coletânea "Primeiro levaram os comunistas, mas não me importei com isso, eu não sou comunista. Em seguida levaram alguns operários, mas não me importei com isso, eu também não sou operário. Depois prenderam os sindicalistas, mas não me importei com isso, eu não sou sindicalista. Depois agarraram os sacerdotes, mas como não sou religioso, também não me importei. Agora estão me levando, mas já é tarde..." "Há aqueles que lutam um dia; e por isso são bons; Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons; Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda; Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis." "Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar." "Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence." "O Vosso tanque General, é um carro forte Derruba uma floresta esmaga cem Homens, Mas tem um defeito - Precisa de um motorista O vosso bombardeiro, general É poderoso: Voa mais depressa que a tempestade E transporta mais carga que um elefante Mas tem um defeito - Precisa de um piloto. O homem, meu general, é muito útil: Sabe voar, e sabe matar Mas tem um defeito- Sabe pensar." Elogio da dialética "A injustiça avança hoje a passo firme Os tiranos fazem planos para dez mil anos O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são Nenhuma voz além da dos que mandam E em todos os mercados proclama a exploração; isto é apenas o começo Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos Quem ainda está vivo não diga: nunca O que é seguro não é seguro As coisas não continuarão a ser como são Depois de falarem os dominantes Falarão os dominados Quem pois ousa dizer: nunca De quem depende que a opressão prossiga? De nós De quem depende que ela acabe? Também de nós O que é esmagado que se levante! O que está perdido, lute! O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha E nunca será: ainda hoje Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã." Analfabeto político O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nascem a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos: que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. Carlos Heitor Cony Folha de S. Paulo 6 de junho de 2000 Rio de Janeiro Caricatura de presidente Cada vez que o presidente da República dá um giro lá fora, a impressão que fica é a de uma caricatura, às vezes pomposa, às vezes ridícula, como é da natureza das caricaturas. Antenado para o auditório mais próximo fisicamente, ele fala qualquer coisa sobre qualquer tema. Sabe que dois e dois são quatro e essa obviedade é brandida em todas as situações, mas sempre com deslumbrada ênfase acaciana, de verdade recém-descoberta e inapelável. Lá fora, como lembrou o editorial de domingo da Folha, se comporta como o líder da oposição de um país atolado na corrupção, na concentração de renda mais injusta do planeta, no servilismo mais explícito ao Consenso de Washington. Teve cinco anos e meio de governo, tem à disposição a usina de decretos-leis que nem todos os ditadores tiveram, pois as medidas provisórias de que tanto abusa nada mais são do que leis que, podendo ser reeditadas, deixam de ser provisórias. Com esse arsenal de força, fez e continua fazendo as opções mais antinacionais e, simultaneamente, mais perversas. Conduz o país a um estado de exaltação que começa a se manifestar em agressões ainda preliminares, mas que tendem a se repetir. Até que, de duas uma: ou teremos uma ruptura do processo da democracia formal ou entraremos naquela zona de risco de uma guerra civil. O mais ridículo nessa caricatura de presidente da República é que ele continua cobrando, ninguém sabe de quem, uma ação mais voltada para o social. Cada vez que toca no assunto, ele dá a impressão de que nada tem com a realidade de seu governo. Afinal, quem é o verdadeiro presidente da República? O ator que imita o presidente lá fora? Ou o presidente que aqui dentro nada tem com o ator que o imita? Charlie Chaplin Preciso de alguém... Que me olhe nos olhos quando falo. Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência e, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos. Preciso de alguém que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado. Alguém amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso ficar irritado por isso. Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: a amizade. Que teime em ser leal, simples e justo. Que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa. Preciso de um amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida, mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades. Preciso de um amigo que também seja companheiro nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo... " E ria muito. Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu amigo. E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela... Pablo Neruda Poemas de amor Nós perdemos também este crepúsculo. Ninguém nos viu à tarde com as mãos unidas enquanto a noite azul caía sobre o mundo. Vi, de minha janela, a festa do poente nos montes distantes. Às vezes, qual moeda, acendia-se um pouco de sol em minhas mãos. Eu te recordava com a alma apertada por essa tristeza que conheces em mim. Então, onde estarias? Junto a que gente? Dizendo que palavras? Por que me há de vir todo este amor de um golpe quando me sinto triste e te sinto distante? Caiu-me o livro que sempre se escolhe ao crepúsculo, e como um cão ferido rolou-me aos pés a capa. Sempre, sempre te afastas pela tarde até onde o crepúsculo corre apagando estátuas. Paralamas do Sucesso Luiz Inácio Luiz Inácio falou, Luiz Inácio avisou São trezentos picaretas com anel de doutor Eles ficaram ofendidos com a afirmação Que reflete na verdade o sentimento da nação É lobby, é conchavo, é propina, é jetom Variações do mesmo tema sem sair do tom Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei Uma cidade que fabrica sua própria lei Onde se vive mais ou menos como na Disneylandia Se essa palhaçada fosse na Cinelândia Ia juntar muita gente pra pegar na saída Pra fazer justiça uma vez na vida Eu me vali desse discurso panfletário Mas a minha burrice faz aniversário Ao permitir que num país como o Brasil Ainda se obrigue a votar por qualquer trocado Por um par de sapatos, por um saco de farinha A nossa imensa massa de iletrados Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez O Congresso continua a serviço de vocês Papai, quando eu crescer eu quero ser anão Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição E se eu fosse dizer nomes a canção era pequena João Alves, Genebaldo, Humberto Lucena De exemplo em exemplo aprendemos a lição Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão De rádio FM e de televisão. Violeta Parra La Carta Me mandaron una carta por el correo temprano, en esta carta me dicen que cayó preso mi hermano Y sin compasión con grillos por las calles lo arrastaron. si... La carta dice el motivo que ha cometido Roberto: haber apoyado el paro que ya se habia resuelto. Si acaso ésto es un motivo preso voy también, sargento. Si.. Yo que me encuentro tan lejos, esperando una noticia, me viene a decir en la carta que en mi patria no hay justicia. Los hambrientos pieden pan, los molesta la milicia. Habráse visto insolencia, barbarie y alevosia, de presentar el trabuco y matar a sangre fria. Hay quien defensa no tiene con las dos manos vacias. Si.. La carta que me mandaron me piede constestación: yo pido que se propale por toda la población que el león es un sanguinario en toda generación. Si.. Por suerte tengo guitarra y también tengo mi voz, también tengo siete hermanos fuera del que se engrilloó, todos revolucionários con el favor de mi Dios. Si.. COLABORADORES ANÔNIMOS: Rei Midas X Rei Mierdas O DÓLAR X O REAL Sobem o dólar e as bolsas e os juros e os preços! Se caírem, TAMBÉM os trabalhadores irão perder: os salários e os empregos! REI MIDAS X REI MIERDAS! Midas, rei da Frígia, tornou-se personagem mitológico. Conta a lenda que ele transformava em ouro tudo o que tocasse. Eis que surge, no fim do século 20 e invadindo o século 21, um novo fenômeno, este produto da "Midiologia". Um ser REAL (NEM TANTO, pois como produto da mídia é ‘MIDIOLÓGICO’ ) : O REI MIERDAS, que, ao contrário do outro, tudo o que toca transforma-se em EXCREMENTO! A história do Rei Mierdas começa (pois antes ainda era uma caquita) nos corredores da USP enganando os ilustres mestres (que morreram de desgosto). Já naquela época, o então príncipe MIERDAS aprontava. Fazia de conta que criava, quando, na realidade, copiava; a partir desses expedientes sua vidinha fácil deslanchou: galgou postos de poder na UNIVERSIDADE, arranjou cargos para alguns, empregos para outros, comissionamento para aquele, carreira para aquela... e foi indo. Bolsa de estudos para o apaniguado daqui, ofertinhas para o espertinho dali e pronto: garantiu citações "obrigatórias" nas dissertações, livros etc. Tudo como prova e reconhecimento do favor prestado pelo coronel que loteou entre os seus o latifúndio ACADÊMICO. Daí o motivo para tantas penas coloridas que estão tornando acéfalas as nossas Universidades, mormente as Paulistas... Nas telas da televisão brasileira ele ainda titubeava entre Deus e adeus. É verdade que a MÍDIA fez o possível. Mas o inseticida veio logo depois de sua precipitada sentada no TRONO. Ainda não tinha vindo para o grande público o conhecimento de sua OBRA. Temos que reconhecer: sua realeza tinha conseguido uma legião de fanáticos basbaques que o paparicavam como príncipe da Sociologia. Pobre ciência que cultivou a erva daninha.... E logo a erva que foi escolhida pelo CONSENSO DE WASHINGTON para sua Primeira (conhecida) OBRA!!! Uma vez que as anteriores foram remetidas ao esquecimento pela dita cuja, a erva daninha MIERDAS. Revelou-se, então, até para os incautos: o rei era um brilhante porta-voz do CAPITAL. E logo ALI, naquele fato, nasceu o rei Mierdas, com sua recessão contínua tal qual desarranjo intestinal. De lá para cá foram várias (e intensas) "OBRAS"! Como senador, nos gabinetes de Brasília, muitas "obras". Muitas "obras" que a maioria da população nem mesmo tem noção do quanto é malcheiroso, pois o olfato é enganado pela aparência que a Mídia dá - e, óbvio, pela TV (e pelo rádio) NÃO SE SENTE CHEIRO!!! Não sobreviveríamos! Os exemplos citados aqui são apenas, talvez, 1% do total - não seria possível citar tudo, portanto! Haveriam os casos em que algumas pessoas - seguidores, bajuladores, aproveitadores, súditos deste rei Mierdas, defenderiam com unhas e dentes, pois para eles, TIRAR DA MAIORIA (aumento de: impostos, pedágios, tarifas públicas, empresas privatizadas etc.) para DAR PARA ALGUNS (GM, FORD, TELEFÔNICA, SANTANDER, INTELIG, EMBRATEL, COMPANHIAS DE ENERGIA na privada, RBS etc.) significa transformar em ouro para estes miliardários o salário, a poupança, as pequenas rendas da maioria da população; MAS PARA NÓS, A MAIORIA ABSOLUTA, o rei Mierdas TRANSFORMA TUDO EM EXCREMENTO!!! O desmonte e o endividamento mortal do Estado (uma superdívida - a maior de toda a história), o desrespeito e a arrogância com o funcionalismo e o magistério, a falta de políticas sociais efetivas para agricultores sem-terra, para pequenos e médios produtores rurais, fim dos Bancos Estaduais. Viu só pra quem ele DEU o BANESPA? Mas não parou por aí. As privatizações (doações) da CSN e VALE DO RIO DOCE, da TELEBRÁS --- é óbvio, depois de ‘enxugar’ todas essas Companhias, promovendo PDVs, PDIs, e outros que tais. Sua pós-graduação atingiu o grau máximo do entreguismo mais desbragado ao DOAR o PARQUE ENERGÉTICO DE QUASE TODO O PAÍS, redundando em sua OBRA mais LUMINOSA: o APAGÃO. Mas para o REI MIERDAS é pouco. Ele anseia a livre-docência absoluta em matéria de DAR as riquezas do país para os conglomerados. Insatisfeito, planeja a futura privatização da PETROBRÁS, do BANCO DO BRASIL, da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, das UNIVERSIDADES, da PREVIDÊNCIA etc. Todas a ser entregues também "enxutinhas" para o Grande Capital pegar o ouro e deixar o EXCREMENTO nas mãos da população. E vou citar exemplos fáceis para todos entenderem: Ele, o rei Mierdas, transformou em EXCREMENTO o ouro do Estado (dinheiro público) para fazer propaganda, promoção pessoal; para tirar doce de criança, gastou US$ MILHÕES DE DÓLARES para pagar DEPUTADOS e SENADORES e AUTORIDADES para comprar a emenda da REELEIÇÃO, outro mandato CARÍSSIMO. Dizem os especialistas mais insuspeitos: fez DECUPLICAR (multiplicar por DEZ), de R$ 58 bilhões para mais de R$ 650 bilhões de reais --- só a DÍVIDA INTERNA. Aumentou o déficit público com juros considerados pornográficos e imorais até mesmo para os padrões vigentes no baixo meretrício palaciano das REPÚBLICAS DE BANANAS. Às mesmas excelências, ciosas de se leiloarem, foram ofertados outros MILHÕES DE DÓLARES para não haver CPI que investigasse os desmandos e o ODOR provocado pelas ações do rei MIERDAS. PUBLICIDADE. Como gosta de publicidade o rei MIERDAS! Mitômano, chamou artistas-autistas (que exibiam sua inocente alienação) para dizer que a matéria dourada (o EXCREMENTO) deixada para o povo era OURO... E a educação, no merdódromo em que sua majestade transformou o Brasil, virou educação de primeira!!! Outros "artistas", sem a inocência dos primeiros, mas com o mesmo cachê graúdo, também inventaram das suas. Quando enviou fax para a SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL, desejando sucesso para a desventurada, deu no que deu: PERDEU. E quando, ARROGANTEMENTE, PARA PURA PROMOÇÃO PESSOAL, DESRESPEITANDO TODOS OS TORCEDORES E AMANTES DO FUTEBOL BRASILEIRO, jogou seu voto palaciano de boa sorte, à custa do dinheiro público, que, a partir daquele insólito, desgraçado momento, NUNCA MAIS NOSSA SELEÇÃO VENCEU MAIS NADA QUE VALHA A PENA SER CITADO, ABSOLUTAMENTE NADA - nem mesmo de Honduras!!! E o PIOR, PREPAREM-SE: ELE, O REI MIERDAS, ASSINOU A BANDEIRA QUE FOI PARA A FRANÇA PARA INCENTIVAR A SELEÇAO BRASILEIRA, E AINDA, CREDO!, ASSISTE AOS JOGOS DAS ELIMINATÓRIAS!!!!! É MAIS DO QUE PRENÚNCIO DE UMA NOVA OBRA!!! Transformou TUDO ISSO, e MUITO MAIS, em EXCREMENTO!!! Atualmente, o rei MIERDAS está exausto; escreve cartas e mais cartas para os "artistas-autistas". Diz a esses doutos iluminados como tem se empenhado em combater a corrupção. PORTANTO, povo brasileiro, CUIDADO!!! O rei Mierdas pode continuar TRANSFORMANDO O SEU VOTO, O SEU ESTADO, O BRASIL, O SEU SONHO e a SUA VIDA EM COCÔ... Ou seja, em mais COCÔ. Uma das últimas fábricas em franca atividade na terra em que o que o rei MIERDAS tocando, tudo dá... COCÔ !!!!!!!!!!! | ||